A maioria das imobiliárias deixa dinheiro na mesa todo mês — e nem percebe. O problema não é falta de volume de contratos. É que cada locação ou venda encerrada representa o fim da receita gerada por aquela operação. O aluguel entra para o proprietário. A comissão é paga uma vez. E o ciclo recomeça do zero.
Existe, porém, uma camada de receita que já está embutida no mesmo cliente, no mesmo contrato, no mesmo momento da jornada — e que a maioria das imobiliárias simplesmente repassa para uma seguradora sem aproveitar. São os seguros.
Este post explica por que isso acontece, como funciona o modelo de parceria na prática e quais produtos geram comissão recorrente sem exigir que sua imobiliária vire uma corretora de seguros.
Por que a maioria das imobiliárias perde essa receita
O seguro já está na operação — mas a comissão vai embora
Em toda locação residencial ou comercial, pelo menos um seguro é obrigatório por lei: o seguro contra incêndio. Na prática, a maioria dos contratos também envolve garantia locatícia — seja seguro fiança, título de capitalização ou fiador. Isso significa que 100% dos seus contratos ativos já têm seguros associados.
A questão é: quem está recebendo a comissão por esses produtos?
Na maior parte das imobiliárias, a resposta é: a seguradora diretamente, ou um corretor de seguros externo que foi indicado informalmente. A imobiliária facilita a contratação, mas não captura nenhuma receita sobre ela.
O medo de “virar seguradora” trava a decisão
Muitos gestores de imobiliárias evitam entrar nesse mercado porque acreditam que precisariam estruturar um departamento de seguros, contratar especialistas ou obter habilitação específica. Esse receio é compreensível — mas parte de uma premissa errada.
O modelo de parceria muda esse cenário completamente.
Como funciona o modelo de parceria na prática
Sua imobiliária como ponto de origem, não de operação
No modelo de parceria com uma plataforma como a Compagno, a imobiliária não vende seguros — ela indica. A diferença parece pequena, mas muda tudo operacionalmente.
Na prática, funciona assim:
O cliente chega até o seguro pelo fluxo natural — durante a assinatura do contrato de locação ou na vistoria pré-entrega da chave
A imobiliária faz a indicação, muitas vezes através de um link, QR code ou integração direta com o sistema de gestão
A Compagno cuida de toda a operação: cotação, emissão, sinistro, renovação
A imobiliária recebe a comissão — no primeiro contrato e em cada renovação anual
Nenhum funcionário novo. Nenhum processo paralelo. Nenhuma responsabilidade técnica sobre o produto.
O que muda no dia a dia da equipe
A equipe de corretores e atendimento não precisa saber vender seguros. Precisa apenas saber quando mencionar o seguro — e essa é uma informação que qualquer gestor pode passar em 30 minutos de treinamento interno.
O gatilho é simples: sempre que um contrato avança para a fase de documentação ou assinatura, a indicação acontece. O sistema cuida do resto.
Quais produtos geram comissão recorrente
Seguro fiança locatícia
É o substituto do fiador tradicional. O inquilino contrata e paga uma fração do aluguel mensal à seguradora, que garante o proprietário em caso de inadimplência. Para a imobiliária, é o produto de maior volume — praticamente toda nova locação é uma oportunidade.
Perfil de recorrência: renovação anual, geralmente automática enquanto o contrato estiver vigente.
Seguro de incêndio e responsabilidade civil
Obrigatório por lei para imóveis financiados, amplamente recomendado para os demais. Cobre o imóvel em caso de incêndio, explosão e danos a terceiros. É de baixo valor unitário, mas de altíssima penetração — praticamente todo contrato pode gerar uma indicação.
Perfil de recorrência: renovação anual com baixo índice de cancelamento.
Seguro residencial
Produto mais completo, que cobre além do incêndio: roubo, danos elétricos, responsabilidade civil do morador, assistência 24h. Tem ticket maior e é indicado principalmente para locações de médio e alto padrão.
Perfil de recorrência: renovação anual com alta fidelização por conta dos serviços de assistência.
Seguro de conteúdo e equipamentos
Voltado ao inquilino (não ao imóvel). Cobre móveis, eletrônicos e pertences pessoais. Produto com crescimento acelerado e excelente ponto de oferta no momento da mudança.
Perfil de recorrência: renovação anual, com oportunidade de upsell conforme o cliente adquire novos bens.
Como estruturar isso operacionalmente em 4 passos
1. Mapeie os pontos de contato no seu funil atual
Antes de integrar qualquer produto, entenda onde seus clientes estão no momento em que precisam contratar o seguro. Geralmente são três momentos: aprovação do cadastro do inquilino, assinatura do contrato e entrega das chaves. Esses três pontos são seus gatilhos de indicação.
2. Formalize a parceria com uma plataforma habilitada
A habilitação para receber comissão de seguros exige que a parceria seja feita com uma corretora ou plataforma regulamentada pela SUSEP. É por isso que a estrutura de parceria — e não de venda direta — é o caminho correto para imobiliárias. A Compagno opera nesse modelo.
3. Treine o time em comportamento, não em produto
Seu time não precisa conhecer as coberturas de cada apólice. Precisa saber dizer: “Nós trabalhamos com parceiros de seguros especializados para esse tipo de contrato. Posso te passar o contato agora?”. Isso é o suficiente para ativar o fluxo.
4. Monitore a taxa de penetração por contrato
A métrica mais importante não é o valor da comissão por apólice — é a taxa de penetração: quantos dos seus contratos ativos têm pelo menos um seguro associado via parceria. Imobiliárias que estruturam bem esse processo chegam a 60–80% de penetração.
O efeito composto de uma carteira de seguros
O que torna esse modelo especialmente interessante é a natureza acumulativa da receita. Cada contrato ativo com seguro associado gera comissão anual enquanto o inquilino permanecer no imóvel. Uma imobiliária com 300 contratos ativos e 70% de penetração tem 210 apólices renovando todo ano — sem nenhum esforço adicional de venda.
Com ticket médio de comissão de R$ 150/ano por apólice, isso representa R$ 31.500 em receita recorrente anual. Em escala, com crescimento de carteira, esse número cresce de forma composta.
Próximo passo
Se sua imobiliária ainda não tem um modelo estruturado de receita com seguros, esse é o ponto de partida. A Compagno trabalha com imobiliárias de diferentes portes no modelo de parceria — sem exigir estrutura própria, sem burocracia de habilitação e com suporte completo de operação.
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